UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INTERDISCIPLINA: REPRESENTAÇÃO DO MUNDO PELA MATEMÁTICA – A
ATIVIDADE: 5
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Leia o texto com atenção e procure estabelecer relações com sua prática em sala de aula.
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Depois de ter resolvido as atividades anteriores individualmente e ler o texto, gostaria que vocês, nos grupos, releiam a atividade que vocês
postaram no pbwiki coletivo na Atividade 1. O que vocês mudariam? O que vocês fariam igual? Justifiquem as alterações ou inalterações com
base nos textos lidos. E publique uma nova versão no mesmo pbwiki coletivo - junto com as justificativas.
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Após as atividades realizadas e o texto lido, conversamos através de e-mail e ao analisarmos a atividade um, o primeiro exercício sugerido: coleta de lixo; constatamos que este é uma prática do objetivo que “os conteúdos de matemática devem possibilitar a compreensão e a transformação do mundo”. Nesta atividade as crianças tomam consciência do lixo produzido por eles mesmos, às conseqüências e como podem evitar que este seja colocado na natureza. Com isso também exercitam a “investigação e ao desenvolvimento da capacidade de resolver problemas”, organização, interpretação e avaliação crítica. Podendo de forma imediata avaliar a validade dos resultados. Com as questões: _Que tipo de lixo é encontrado em maior quantidade?_ Quem são os maiores produtores deste lixo? _Onde este lixo poderia ter sido colocado de forma correta e adequada... É possível desenvolver o raciocínio, conceitos e procedimentos matemáticos. Pois, se pensou quantitativamente em relação ao lixo obtido e quanto diminuiria e depois, diminuiu, com a colaboração de todos. Ainda pensou-se quantitativamente em relação a que tipo de lixo é mais produzido e comparado aos demais encontrados em menos quantidade.
O que faríamos de diferente é a comunicação matemática poderia ter sido maior enfatizada como, por exemplo, a construção de um gráfico para demonstrar os resultados obtidos através da observação. Quem sabe cálculos de adição e subtração, mesmo eles sendo do primeiro ano; Em fim, uma abordagem mais numérica talvez. Também poderia ter se trabalhado “o espaço e as formas (Geometria), grandezas e medidas”. Afinal o lixo foi encontrado no pátio da escola e também possuía um peso.
Temos que concordar com Papert quando ele diz que a matemática tal qual é abordada, não se mostra às crianças como algo que possui significado. “Lembro-me de minha vida como discente e até hoje não sou simpática a matemática por nunca compreender para que ela me seria útil. Decorar os números em Romanos, decorar a tabuada, levei alguns anos e já era adulta quando entendi e compreendi que a tabuada não precisava ser decorada, mas entendida o processo da multiplicação. Depois vieram as fórmulas que eu decorei-as todas no ensino médio e passei bem nas provas de matemática sem jamais ter usado uma só fórmula daquelas para resolver qualquer problema prático e real” ( Elisângela). Pra falar a verdade a maioria de nós ainda não sabe onde e quando usar. Temos esta preocupação quando o assunto é matemático com nossos alunos, precisamos sempre ter certeza que eles compreendem onde e quando podem usar o que estão aprendendo para ajudá-los a resolver e compreender questões práticas do dia a dia.
No primeiro ano se trabalha muito com o lúdico e com recursos concretos como jogos, brincadeiras e brinquedos, Piaget afirma que “o conhecimento ocorre a partir da ação do sujeito e não a partir de cópias mentais da realidade e essa ação, que permite ao sujeito desenvolver seu conhecimento sobre um objeto”. Nosso trabalho é com base nestes conceitos e temos na medida do possível, trabalhado com nossos alunos de forma a despertarmos neles o gosto em eprender e aprender de forma crítica do meio em que vive.
O que de novo estamos aprendendo é a teoria sobre como funciona na mente da criança o desenvolvimento da lógica matemática. Esta clareza sobre classificação e seriação tem sido muito útil na compreensão de nossa prática. Faz-se necessário trabalharmos mais com exercícios de seriação e classificação para que as crianças desenvolvam a lógica através do desenvolvimento em conceituar a ordenação, classificação, comparando os resultados, desfazendo e refazendo e construindo definições.
Referências:
Aprendizagem e Desenvolvimento: Experiências Físicas e Lógico-matemáticas [1]
Daniela Stevanin Hoffmann – danielahoff@gmail.com
Comments (2)
Anonymous said
at 10:14 am on Apr 8, 2008
Percebi uma grande 'preocupação' com o aspecto quantitativo da matemática.. Isso tem alguma origem/causa especial? É normal mesmo relacionar a matemática aos números. Pergunto: a seriação 'precisa' dos números? [ ] s
Anonymous said
at 4:32 pm on Apr 12, 2008
Não, a seriação não precisa de números. Acredito que mencionei tantos números devido ao fato de ser MATEMÁTICA, a primeira coisa que vem a nossa mente quando pensamos em matemática, são os números.Mas, objetos, pessoas, muitas coisas podem ser usadas na seriação. Um menino do primeiro anbo do ensino fundamental por exemplo, bravo com os colegas se negou a fazer as atividades que estavam sendo propóstas no momento eisolou-se. Quando percebi lá estava ele ordenando os tubos de cola e observei que o critério que ele usou foi o tamanho.
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